- A rede
estatal Ajuá anunciou o lançamento de doze satélites à órbita de Abiatar, dois
em território Jibaoçú, quatro em território Etê e seis em território Ajuá.
- Disseram
qual objetivo?
- Expansão
do alcance da emissora.
- Mas em
território Jibaoçú? Causa-me estranheza.
- Gabriel,
telefone para você.
- Quem?
- Não
disse, disse apenas que era importante.
- Pode
passar.
- Alô
- Alô,
Gabriel?
- Robert? Achei
que tinha sumido também, estou precisando de um cientista bom por aqui.
- Não
trabalho mais para governos.
- É, eu
sei. Mas a que devo a honra?
- Fiquei
sabendo dos massacres, da mudança para Arkhiz e do seu empenho em conseguir
controlar o povo.
- Sim, eu
sei bem o que se passa em Acaz, Vá direto ao ponto, aonde quer chegar?
- Muito sangue
já foi derramado Gabriel; não precisamos de mais. Há sempre uma maneira pacífica
de se fazer as coisas.
- Tarde
demais
- Não é
tarde ainda, eu sei do seu avô, convivi e vi o que a paz fez com seu pai, sei
que deve ser difícil saber que está pronto e ao mesmo tempo não haver uma
guerra para mostrar seu valor, mas nada justifica o derramamento de sangue
inocente. Isto tem que parar.
- Isto vai
parar, não é pelo meu pai, nem pelo meu avô, nem para provar nada, é pelo povo
de Acaz.
- Há
outras maneiras de solucionar isto.
- Deixe de
ser puro Robert. Eles nunca nos cederiam um território, nenhum governo o faria.
Nós não faríamos isto.
- Eles têm
outra cultura.
- Você
acredita demais nas pessoas e por isto dá mais valor à vida do que ela
realmente tem.
- Gabriel,
me escute, vai ser um massacre, muita gente morrera.
- Não se
preocupe, evitarei ao máximo as mortes de civis desta terra que você gosta
tanto.
- Não é
com os ajuás que estou preocupado.
- Posso
garantir que não precisa se preocupar com o nosso exército, eles sabem se
cuidar sozinhos.
- O que o
imperador vai pensar quando perceber o que você está fazendo?
- Que
finalmente alguém fez o que era certo. Ele vai perceber que fiz o melhor pelo
meu povo e que eu estava certo desde o início.
- Eu o
conheço, ele tem a índole do pai e jamais aprovaria isto.
- O
imperador está morto. Agora quem governa sou eu e você me deve respeito.
- Não
Gabriel, você não merece respeito. Você é só uma criança que achou um meio de
se tornar imperador. Você não tem a capacidade de governar um império deste
tamanho.
- E eu suponho
que você tenha.
- A questão
não é qual de nós dois está mais preparado. Mas já que citou; seu bombardeio a
cidades lotadas de pessoas mostra bem que tipo de governo você pretende
exercer.
- Quando
eu tomar o seu planeta, vou me divertir muito na sua casa.
- Você é
patético, mas farei você entender seus atos e pagar por cada vida ceifada nesta
guerra estúpida.
- Você
ousa me ameaçar.
- Pelo
contrário, você é quem esta sendo ousado ao me ameaçar, ousado além da sua
alçada.
- Você não
tem escolha, terá que se curvar ao meu poder.
- Ou não
Gabriel, ou não. Esta conversa acaba aqui, mas espero que você seja sensato o
suficiente para não levar adiante este teu plano, por que se o fizer, garanto
que chorará amargamente o arrependimento de um dia ter pisado em Abiatar.
- Já está
decidido Robert, não há nada que você possa fazer.
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